
No dia que eu partir
quero que a minha última morada
seja num lugar bonito e bem sombreado
decorado com rosas rubras e perfumadas
Que este dia seja de muita chuva
água pura para que misture-se as lágrimas sentidas
daqueles que amei por toda a minha vida
e que com certeza chorarão minha partida
Quando a noite chegar eu solitária
recordando a nostalgia do meu último entardecer
Rogarei o céu que se cubra em prata
Para com um manto de luz meu corpo aquecer
Embalada por uma sonata em tom de dor menor
misturado a terra, meu corpo sem vida irá reentrar
aos sonhos inacabados já sem dores de amor
se a minha alma inquieta não se rebelar
Pois serei sombra, parte de outra era
muda e consciente do cósmico segredo
e poderei circular em outra esfera
livre das paixões que nos fulmina a ermo
E cônscia do terror dos meus segredos
certa dos meus erros e sem chance de reparar
decifrarei o enigma dos meus medos
com a sensação que tudo falta para da vida me libertar
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