sexta-feira, 31 de agosto de 2012

TRANSIÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA



O inverno aos poucos vai partindo
O colorido no jardim começa a surgir
Vento forte foge atordoado
De alegria  as cigarras voltam a retinir

Estradas desertas cobrem-se de flores
Capim verdinho transforma-se  em pasto
Sol caloroso  as manhãs aquece
Pássaros arreliados retomam seu canto

O sol que caminha ao amanhecer
Rumo a paz do entardecer
Para de noite seus mistérios tecer

É a natureza seguindo seu curso
São as águas transparentes em eterno refluxo
Convite ao amor doce influxo

domingo, 26 de agosto de 2012

SOLIDÃO - JOANA D'ARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA


Solidão é grito sufocado na calma da noite
Suspiro profundo, ausência de paz.
Vento que corta de açoite
Constatação do amor que ora jaz.

É a tenra flor que da terra desabrocha
No fim do entardecer procurando as trevas
Rasgando violenta a profunda rocha 
Exalando o perfume das mais finas ervas.

É brisa que se embala no quebrar das ondas
Circulo que se faz circunstancia
Partículas de tristeza derramando em abundancia

É a morte dos sonhos que velada
Conduz-nos as vias da constatação
E nos cobra da tristeza uma ação.






sexta-feira, 17 de agosto de 2012

DESPEDIDA DE OUTONO- JOANA D'ARC M. A. MATA


A manhã desperta radiante
Os pássaros voam aos bandos
Flores nascem a cada instante
E as borboletas desfilam nos campos

Mais um agosto que se despede
É o universo cumprindo seu papel
É o Criador nos dando a oportunidade
De exercitar o amor de forma transparente e fiel

“PRIMAVERA” de Deus mais uma obra prima
Ação do Criador na natureza de forma sucinta
Harmonia entre o perfume e as cores que aproxima
O homem o Divino e o amor na força que liberta

segunda-feira, 2 de julho de 2012

MANHÃ DE INVERNO - JOANA D'ARC M. A. MATA







Manhã de inverno
Sol intenso
vento em desatino
Corre manso

Mar preguiçoso
Circunspecto, calado
Quebra-se aventuroso
Nas pedras, espumado.

Nem vê a mulher
Dispersa a caminhar
Suas mágoas a tecer
Para a tristeza afugentar

Mágoas que em espuma se desfaz
Tal como a tristeza que translucida
Leva a mulher em suas águas e minaz
Mistura-se ao amanhecer ultima guarida

domingo, 1 de julho de 2012

ESPERANÇA - JOANA D'ARC M. A. MATA




A ESPERANÇA É FRUTO VERDE QUE ALIMENTA NOSSO CAMINHAR
ENERGIA QUE NOS ENSINA A SONHAR
CERTEZA QUE VAMOS CHEGAR
E PORTO SEGURO QUE TEMOS PARA DESCANÇAR

SE VAMOS CHEGAR NÃO SABEMOS
MAS O CERTO É QUE TENTAMOS
E JAMAIS VAI ADIANTAR VIVER SE NÃO TEMOS
ESPERANÇA PARA CONQUISTAR O QUE QUEREMOS


sábado, 30 de junho de 2012

A LENDA DA MANDIOCA - JOANA D'ARC M. A. MATA




        Tuxaua era uma índia de rara formosura
TINHA OS Cabelos negros como a noite
olhos misteriosos e brilhantes
E Um sorriso que irradiava doçura

Filha única de um cacique impassível
Ele falava que nunca a deixaria casar
MAS UM dia de forma inexplicável
Um bebe tuxaua ficou a esperar

        O cacique ficou indignado
Decidiu A DOCE TUXAUA matar
MAS TAMBEM ESTAVA RESOLVIDO
COM VIDA DO PAI DA CRIANÇA ACABAR

A ÍNDIA Desesperada aos deuses implorou
Que lhe ajudasse a explicar a situação
O cacique adormeceu e EM SONHO SUMÉ LHE FALOU
QUE ELA ERA INOCENTE E NÃO MERECIA PUNIÇÃO

FALOU TAMBEM QUE A CRIANÇA QUE ELA ESPERAVA
MERECIA RESPEITO E ATENÇÃO
ERA DOS DEUSES UMA  DÁDIVA
E TRARIA PARA A TRIBO A SALVAÇÃO

        DEPOIS DE NOVE MESES A CRIANÇA NASCEU
TINHA OS OLHOS DA COR DA MATA E CABELOS COR DE RUBI.
MANI FOI O NOME QUE SUA MAE ESCOLHEU
E PARA ESPANTO DA TRIBO ERA BRANCA COMO JACI

JÁ NASCEU SABENDO ANDAR E FALAR
ERA TAO DELICADA COMO UM UAINUMBY
A TODOS LOGO PASSOU A CATIVAR
NINGUEM IMAGINAVA QUE EM TÃO POUCO TEMPO FOSSE PARTIR

COM UM ANO MANI ADORMECEU E NÃO MAIS DESPERTOU
TODA TRIBO FICOU EMUDECIDA
RESOLVERAM ENTERRA-LA NA OCA ONDE SEMPRE MOROU
E TAXAUA DIARIAMENTE CHORAVA NA SEPULTURA, ENTRISTECIDA..

TUXAUA AINDA ESTAVA AMAMENTANDO SUA CUNHATAÍ
E QUANDO SE DEBRUÇAVA
SUAVE COM UM COLIBRI
DOS SEIO GOSTAS DE LEITE NA SEPULTURA DERRAMAVA

AS INDIAS FICAVAM ADMIRADAS
E ACHAVAM QUE O LEITE SERVIA PARA A CRIANÇA ALIMENTAR
E ENTRELAGRIMAS SOFRIDAS,
IMPLORAVAM AOS DEUSES PARA ELA VOLTAR


ALGUM TEMPO DEPOIS SURGIU NA TERRA UMA RACHADURA
verde como os olhos da Menina, um ARBUSTO BROTOU
tuxaua, Achando que a filha com vida ali estaria
Cava a terra, mas só raiz grossa e marrom arrancou.

DESCASCOU AS RAIZES E DESCOBRIU
QUE POR DENTRO ERAM TÃO BRANCAS COMO MANI
EXALAVA UM AROMA AGRADAVEL E O CACIQUE LOGO COMPREENDEU
QUE ERA UM PRESENTE DE tupã PARA MATAR A FOME DO POVO TUPI

EM SEGUIDA ARRANCARAM OS GALHOS E EM CRUZ
COMEÇARAM A ENTERRAR EM VOLTA DA ALDEIA
LOGO NOVAS PLANTAS BROTARAM E DERAM RAIZ
E tribo passou a viver um tempo de fartura em ABUNDANCIA

Do plantio as índias ficaram encarregadas
Varias iguarias passaram a criar


cozinhavam a parte branca da planta
e a fome de todos passaram a saciar  

NA EPOCA DA COLHETA E DO PLANTIO
REALIZAVAM FESTAS COM MUSICA E DANÇA
MUITOS JOGOS, DESAFIO.
e suco de caxixi, para alegrar a festança


        das folhas inventaram a  muriçoba
e não pararam por ai
inventaram também a farinha e a tapioca
e DECIDIRAM FAZER uma homenagem a mani

por ter nascido na oca
RESOLVERAM QUE A PLANTA IA SE chamar
pelo nome de mandioca
e assim da pequena índia iriam sempre lembra

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DEFINIÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA















Só a poesia é capaz
De levantar com destreza o véu
E descobrir a linha que jaz
Entre o oceano e o céu

de transformar força em suavidade
Desmesurada paixão em verdadeiro amor
Fazer brotar sementes na imensidão da quietude
E lancetar corpos para florescer o inteiro

Deambular sobre o vazio da solidão
Tornar viável o encontro do frio da alma com o calor
 E propiciar uma viagem ao universo sem cor

Dar a palavra um sentido ambíguo
Despir o negro do anoitecer
E lutar com o impossível sem esmorecer





quinta-feira, 21 de junho de 2012

CORINTHIANS ETERNO CAMPEÃO.

CORINTHIANS ETERNO CAMPEÃO -JOANA D'ARC M. A. MATA




Temperatura baixa na noite quente
Bola  rolando  no campo molhado
Frio cortando o peito da gente
Gol que tarda torcedor consternado

O gol aparece no céu que chora
O time é bom não vale desanimar
Segundo tempo, chegou a hora
Timão pra cima toca o peixe pra o mar
     


Etapa vencida, agora  é só esperar
No Brasil ele já é campeão
Salve, salve Timão

Vamos  trilhar em frente
Com muita garra e perspicácia.
Chutar a bola e colher a vitória.




terça-feira, 19 de junho de 2012

ACLAMAÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA





Falo com Deus a cada manhã
Quando associo a beleza ao sabor da maçã
Quando sinto o adormecer da madrugada
E a brisa meu rosto beijar

Louvo a Deus diante de tantas maravilhas
Pela diversidade das cores
O perfume das flores
E a variedade de frutos e sabores

Agradeço a Deus sem cessar
Por ter me ensinado a  orar
E ao meu semelhante amar

No seu amor confiar
No dia a  dia dos males nos livrar
E a nossa vida estar sempre abençoar.

domingo, 17 de junho de 2012

FORRO NA FLORESTA - JOANA D'ARC M. A. MATA



Era um urubu atrapalhado
Ligeiro que nem bala de canhão
No ar todo desorganizado
Trombava até em avião.


Por ter os pés chatos o coitado
Vez por outra tinha um animal que dele caçoava
Na verdade ele era todo desengonçado
E não acertava o passo quando caminhava.

Mas era boa praça e a todos cativava
Adorava comer carcaça
Quando brincavam com ele, não se melindrava
e  não gostava  de arruaça.

Todo urubu normal não possui olfato
E localiza os alimentos pela visão
Mas este era de dar espanto
Não enxergava nem um gavião.

Era deferente dos outros. Se sentisse fome
E não tivesse  carniça para se alimentar,
Nem mesmo por necessidade
Era capaz de um inseto ou sapo devorar.

Era também divertido e  camarada
Tocava fagote com perfeição
E animava toda bicharada
Quer fosse inverno ou verão

Certo dia o pardal
Cansado de só chilrear
Teve uma ideia genial
E uma orquestra resolveu organizar


A  galinha cheia de iniciativa
Logo deu a opinião
De convidar a patativa
Para tocar rabecão

O gambá foi o primeiro
A tocar seu aboé
Mas estava todo matreiro
com medo do jacaré

O coelho chegou apressado
E pós as patas na cartola
E com ar de amedrontado
Dedilhou sua viola

E assim a bicharada unida
Tocava com animação
Quando um dragão soltando labareda
Começou a confusão

É que o malandro do chacal
Chegou todo matreiro
E numa brincadeira bestial
Escondeu o seu pandeiro

Mas a coruja que esta sempre alerta
Logo resolveu a confusão
E dando uma de esperta
Pegou o pandeiro do chacal e ainda lhe deu uma lição.

Mas o importante é que apesar de tudo
Os amigos continuaram a ensaiar
E quando chegou o mês de junho
Estava tudo pronto para o forro começar

Uma fogueira foi acesa
No céu fogos a brilhar
A festa foi uma beleza
Quem não tocava ficava a dançar

Os rouxinóis não paravam de cantar
Os macaco escorregavam no pau de sebo
Antas e saguins à assobiar
E a festa foi aquele arrombo

Mas no final a festa ficou ainda melhor
Não poderia faltar uma historia de amor
O carcará apaixonado resolveu se casar
Com a patativa que de surpresa não parou de soluçar

e o casamento se realizou em grande estilo
Quem celebrou foi o esquilo
E os dois voaram em lua de mel
Num cantinho azul do céu.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FIDELIDADE - JOANA D'ARC M. A. MATA

      

                                        











INSPIRADA NA MISERICORDIA E NA BONDADE
VOU CONTAR EM VERSOS UMA PASSAGEM BÍBLICA, E COM EMOÇÃO,
RELATAR DE UM FILHO A CONFIANÇA E A AFIDELIDADE
AO PAI ETERNO MODELO DE JUSTIÇA E  PERFEIÇÃO

PARTINDO DE BERSEBA DETERMINADO
POR MUITOS DIAS ABRAÃO PEREGRINOU
QUANDO POR DEUS FOI  CHAMADO      
E A ELE PRONTAMENTE RESPONDEU

SEM HESITAR, FALOU: - EIS-ME AQUI.
E DEUS PASSOU A LHE ORDENAR
TOMA TEU FILHO ISAAC E A SEGUIR
OFERECE EM HOLOCAUSTO NA TERRA DE MORIÁ

LEVANDO ISAAC E DOIS MOÇOS CONSIGO
EM SEU JUMENTO, PELA MADRUGADA PARTIU,
CAMINHANDO DECIDIDO  E SOFREGO
SEU DESTINO SEM HESITAR AO PAI ETERNO CONFIOU

NO TERCEIRO DIA ABRÃAO O LUGAR AVISTOU
E A ISAAC A LENHA ENTREGOU
OS DOIS MOÇOS COM O JUMENTO ALI MESMO  FICOU
E COM O FOGO E O CUTELO NA COMPANHIA DO FILHO CAMINHOU

O FILHO QUEBRA O SILENCIO E PERGUNTA:
-MEU PAI. E ELE RESPONDEU: EIS-ME AQUI
EIS AQUI O FOGO E A LENHA,
E O CORDEIRO ONDE ESTA?

CABISBAXO ELE RESPONDEU
-O COREDEIRO MEU FILHO,DEUS PROVERÁ
E  COM FE E OBSTINAÇÃO
EDIFICOU ALI O ALTAR














CHEGAVA A HORA DE SEU AMOR A DEUS PROVAR
SUA JOIA MAIS PRECIOSA A ELE IA ENTREGAR
SEM HESITAR CONTINUOU
A EDIFICAR O ALTAR

POS EM ORDEM A LENHA
AMARROU ISAAC E DEITOU-O SOBRE O ALTAR
TOMANDO O CUTELO LEVANTA-O
PARA O CORDEIRO AO SACRIFICIO IMOLAR

IMAGINO ISAAC, DIANTE DA ATITUDE DO PAI
AS VEZES COMO FILHOS DE DEUS SOMOS POSTOS A PROVA
SENTIMOS-NOS PENALISADOS, TORTURADOS,
E SO O TEMPO É QUE TRAS UMA RESPOSTA EFICAZ

MAS ABRAAO NÃO RECUOU DIANTE DA VONTADE DO CRIADOR
E MESMO COM A PROFUNDA DOR SUA MÃO LEVANTOU
OBSTINADO CONTINUOU DANDO AO PAI A  MAIOR PROVA DE AMOR
QUANDO O ANJO DO SENHOR EM ALTA VOZ BRANDOU

-ABRÃAO, ABRAÃO!
NÃO ESTENDAS A TUA MÃO AO MOÇO, E NÃO LHE FAÇAS NADA;
PORQUE SEI AGORA QUE TEMES A DEUS
POIS NÃO ME NEGASTE TEU FILHO, O TEU ÚNICO.

DE DETRAS DELE UM CARNEIRO APARECEU
E ABRÃAO O CARNEIRO EM HOLOCAUSTO OFERECEU
E DEMONSTRANDO SUA GRATIDÃO O SENHOR LHE ABENÇOOU
E NA SUA VIDA A PROSPERIDADE MULTIPLICOU.

terça-feira, 12 de junho de 2012

CRIAÇÃO DO MUNDO - JOANA D'ARC M. A. MATA








Com capacidade de se mover além da imaginação
E o poder da soberania e unificação
Em apenas  seis dias Deus com  altruísmo e abnegação
Concluiu a mais completa criação


Esvaziando a escuridão
Nas trevas criou a luz
Diferenciando noite e dia numa demonstração
De forma  inatingível que só pela fé se traduz

Nas águas a separação chegando ao céu
Numa lei evolutiva onde só o amor predomina
Se unido à noite a manhã e a tarde surgiu
desafiando as trevas a noite se ilumina.

E dando prosseguimento a grande obra
As águas recuaram se formado o mar
Criou a terra com a sua flora
E arvores frutíferas com sementes para se multiplicar

descortinando o horizonte
Um grande luminar no céu Ele fez surgir
Com poderosa luz ardente e brilhante
Para  de luminosidade e calor a terra suprir

E a noite um luminar menor colocou para governar
Junto com as estrelas sempre a brilhar
Antecedendo ao amanhecer
E trazendo a certeza de um novo alvorecer

Nas águas uma multiplicidade de répteis de alma vivente
E na face da expansão dos céus aves a voar
Numa sincronia constante
Entregue  a natureza num eterno equalizar

E  a sua imagem o homem criou
A fêmea e ao macho ele abençoou
Deu-lhes o poder para dominar
Animais que se movem na terra no ar e no mar

E deu para eles se alimentar
Peixes, animais e as aves que ficam a voar
As sementes e as ervas
E os frutos que dão nas árvores


E aos olhos do Redentor seu grande feito surgiu
E sua criação Ele aprovou
No sétimo dia sua obra Concluiu
E satisfeito descansou

segunda-feira, 11 de junho de 2012

GÉLIDA MANHÃ - JOANA D'ARC M. A. MATA






A hora passa, leva o tempo.
O tempo leva o homem, a flor, a vida e entretempo,
A manhã passa sem saber pra onde
Enquanto o frio forte no ocaso o sol esconde

Porque ele se esconde?Quem vai saber
Talvez  a solidão as vezes torne-se dor lancinante
Impedindo-lhe de fazer raiar o dia e oferecer
Sua luminosidade e calor constante

O homem segue e sempre e acha que sabe o que quer
Sem nem mesmo saber onde vai chegar
Do frio forte e insistente procura se aquecer
Ver uma flor sente seu perfume e o desejo de apalpar

Delicada, macia, frágil e aveludada,
A flor sonolenta na brisa esta a dançar
É recolhida pelo homem que arranca-lhe a vida.
Esquecendo-se que vida que esta a passar

Mesmo morta ela é massacrada sem pudor
E negada a  chance de ser tocada pelo calor do  sol
Pelas mãos do homem que extravasa sua dor com furor
Ignorando a beleza finda e o ar impregnado de mirtol

O frio é forte, mas é a saudade é que corta,
O coração do homem que sofre e se atormenta
A flor morre e,indiferente a morte
Seu peito sangra numa saudade fria e excruciante

Pétala por pétala a flor sem vida passa a se despir
Nas mãos frias do homem que já não consegue sentir
Que em  silencio o  tempo indiferente leva o frio
Deixando o sol equalizar raios de calor

E aos poucos ele reaparece para aquecer a flor que escapuliu
Numa chuva de pétalas pelas mãos daquele que a matou
Enquanto o vento  espalhou e no vazio do tempo sucumbiu
e o sol de saudade de flor da rotina do amanhecer partiu

e na manhã que segue a tristeza corta o homem ate a morte
A  natureza  assume o comando da vida exuberante e constante
Legando ao  homem alegrias,  incertezas e dor
E espalhando nos jardins flores de variadas cores e odor



sexta-feira, 8 de junho de 2012

JOGO E VIDA - JOANA D'ARC M. A. MATA




A BOLA ROLANDO NOS CAMPOS
O POVO EXPLODINDO EM PAIXÃO
CRIANÇAS SOFRENDO NOS CANTOS
INCOERENCIA, TORCIDA, REBELIÃO

CORRUPÇÃO,INSEGURANÇA, ENQUANTO
 O POVO  ORGANIZA A TORCIDA
CRIANÇAS JOGADAS AO RELENTO
JOVENS, DROGA, SEXO E BEBIDA.

O MUNDO OLHANDO PRA BOLA
O POVO UNIDO NA ILUSÃO
CRIANÇA FUGINDO DA ESCOLA
EUFORIA,INCONSEQUENCIA,ALIENAÇÃO 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

VIDA - JOANA D'ARC M. A. MATA




NA NATUREZA TEM COMEÇO, MEIO E  FIM
DO  NASCIMENTO À MATURIDADE E A VELHICE
É A TÉMATICA DO CICLO DA VIDA
E A INCOAÇÃO E É A MORTE

ISTO ACONTECE NA ESFERA CELESTE,
COM OS ANIMAIS, COM AS PLANTAÇÕES
COM NOSSOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS
E EM  NOSSAS NEGOCIAÇÕES

NÃO ADIANTA QUERER ETERNIZAR SITUAÇÕES
É ASSIM A VIDA, NÃO TEM COMO MUDAR
É PRECISO AS VESES UMA SEPARAÇÃO, UM NOVO AMOR,  
PARA PODERMOS RENASCER E NOS RECRIAR

POR MAIS INSIGNIFICANTE QUE SEJA O MOMENTO
ALGO RESTOU
E POR MAIS EFEMERO QUE SEJA O AMOR
EM ALGUM MOMENTO, UMA VAGA LEMBRANÇA FICOU

TUDO QUE PASSAMOS SE BELO OU TRISTE
 SO NOS FEZ CRECER
E COM O PASSAR DO TEMPO JUNTA-SE AO PASSADO
FUGINDO AS VEZES DO NOSSO COMPREENDER

E ASSIM CONTINUAMOS SEGUIMOS A ROTA RUMO
 AO NÃO IMAGINAVEL
E EM RÍTMO MISTICO O ACASO INVERTE A VIDA
E PASSO A PASSO À CAMINHO DO IMPREVISIVEL

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INVERNO JOANA D'ARC M. A. MATA





NA VIDRAÇA DO MEU QUARTO MANSAMENTE
ESCORRE RISCOS TRANSPARENTES DE TRISTEZA
COM CERTEZA A LUA DURANTE TODA NOITE
VERTEU LÁGRIMAS DE SINGELEZA

AS ESTRELAS  ENTRE AS NUVENS, A TRISTEZA FICOU ESPANTANDO
ENQUANTO A CHUVA  FINA INSISTENTE NA JANELA CORRIA
O VENTO DESMANCHAVA-SE DE TRISTEZA NUM CHORO  MOLHADO
 ACOMPANHANDO A  NOITE QUE SEGUIA INTERMINÁVEL E FRIA

A MANHÃ CHEGA NUBRADA SEM PASSAROS  E SEM SOL
NA PRAIA AS ONDAS PREGUIÇOSAS RECUSANDO-SE  A  LEVANTAR
NUM CANTINHO DO CÉU O BRILHO SOLITÁRIO  DA ALGOL
E NO MAR O CINZA ESCURO NÃO DEIXOU O AZUL PREDOMINAR

terça-feira, 5 de junho de 2012

JEITO DE AMAR - JOANA D'ARC M.A.MATA


























Caso leias este poema meu amor
Saiba que ele é ousado e eminente
Pois exalta a tua beleza com  sutileza e ardor
E fala do meu amor de forma absoluta e consistente

Para escrever usei a leveza das mãos de Eurídice
O mágico encanto do conto de Odisseu
O impenetrável buscando chegar ao alcance,
Da grandeza de interpretação de Orfeu

Revirei a terra o céu e o mar
Fugi da métrica buscando na rima a precisão
Ergui bandeiras no parnasianismo crepuscular
Para falar-te de amor mesmo à sombra da desilusão

Com força total para penetrar na raiz da alma
Rasquei meu coração e me vesti em lagrimas de cristal
Viajando num turbilhão de desespero e buscando a calma
Deparei-me numa angústia profunda e infernal

Angustia que só aos esquecidos é permitido sentir
Tal como o desencanto, e a vontade louca de morrer.
Ferida que sangra sem chance de suprimir
A dor cruel que em cada verso me leva ao enlouquecer

Pois saibas que quando partistes da minha vida
Levastes meus mais lindos sonhos e a minha estrada
Ao desengano me deixastes atirada
Esperando a cada instante pelos teus braços ser acolhida

segunda-feira, 4 de junho de 2012

BUSCA A PERFEIÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA




QUERO VIVER Á PLENA FELICIDADE
CUIDAR DOS CAMINHOS QUE VOU PERCORRER COM PERFEIÇÃO
DOS MOMENTOS FELIZES SENTIR SAUDADE
E DEIXAR NO PASSADO AMARGURA E FRUSTAÇÃO

TENTAR SER O MELHOR QUE POSSO SEM NEHUMA EXIGENCIA CRUCIAL
ASSUMIR MINHAS FALHAS E BUSCAR SEMPRE A CORREÇÃO
NÃO JULGAR O PRÓXIMO PELO MEU GRAU DE EXIGENCIA PESSOAL
E NUNCA COBRAR DOS OUTROS A PERFEIÇÃO

ME CONSIENTIZAR QUE ONTEM FICOU PARA TRÀS
QUE DEPENDE DE MIM CONSTRUIR O AMANHÃ
QUE O CEU NEM SEMPRE É AZUL, ÀS VEZES TORNA-SE CINZA, LILÁS...
MAS A  SUAS CORES NUNCA DEIXA DE RENHACER A CADA MANHÃ

ESTAR SEMPRE EM COMUNHÃO COM O PAI ETERNO
BUSCAR NA PALAVRA O DISCERNIMENTO E SABEDORIA
PARA NAS DIFICULDADES NÃO ADENTRAR AO DESATINO
 RESOLVENDO OS OBSTÁCULOS COM FIRMESA E COERÊNCIA.

sábado, 2 de junho de 2012

GLORIFICANDO AO CRIADOR- JOANA D'ARC M. A. MATA




Ao amanhecer sinto teu poder
Quando ouço os pardais chilrear
Quando sei que sementes vão germinar
E as arvores farfalhar

A noite percebo mais ainda sua magnitude
Quando as estrelas passam  a brilhar,
No silencio do meu quarto desfruto da quietude
E nos jardins borboletas rompem casulos e saem a voar

Pai querido, como é bom caminhar sempre ao teu lado.
Saber que em teus braços encontro abrigo se cansado
E na tua palavra consolo, quando atormentado.

Obrigada senhor porque aprendi a orar
A confiar em ti e a tua vontade me curvar
E aos que necessitam tua palavra levar

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O PODER DA ORAÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA





Às vezes nossas orações se assemelham a bala de revolver
Ricocheteiam  de volta como um eco
A individualidade nos bloqueia o entender
E o coração passa a bater cinético

Nossa fé adentra a rotina
E nossas preces perdem-se no desconhecido
A insegurança viçosa em nosso ser germina
E o desespero torna-se nosso maior aliado

Passamos a esquecer de que a prece é infalível
Que só através da oração tomamos posse do poder imprescindível
Para obtermos o entendimento para o inteligível

E Que a adoração verdadeira nasce no coração
Que a prece é o dialogo silencioso revestido de unção
E através dela recebemos força para caminhar sem hesitação.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

XUCRICE - JOANA D'ARC M. A. MATA






POR QUE ESCREVO SE SERIA BEM MAIS FÁCIL FALAR?
E QUANDO ESCREVO PORQUE GOSTO DE FALAR DE AMOR
OU ESCREVER SOBRE O MAR, SE SEUS MISTÉRIOS JAMAIS VOU PODER DESCIFRAR?
E SOBRE A LUA,
SE INATINGIVEL NÃO PARA DE CAMINHAR?
ENFIM ...
POR QUE EM VEZ DE FALAR DO MEU AMOR SÓ CONSIGO ESCREVER?
NÃO SEI... 
TALVEZ PORQUE TENHO A ESPERANÇA QUE MEU GRITO SILENCIOSO CONSIGA DE DESPERTAR
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