
Em noites tristes e de insônia
Sou empurrada pela nostalgia
E entre a incerteza e a agonia
Sorvo o gosto amargo da renuncia
Quando se faz manhã vagueando no jardim
Observo que as rosas perderam a cor de carmim
Pálidas anunciam do amor o fim
E silenciosas convidam-me a fugir de mim
Em pensamento fujo para distante
Na esperança de não conseguir me encontrar
De esquecer a vida, ficar inerte, estancar
E do meu peito, esta dor insana arrancar.
Para fugir da terra e no infinito me libertar
Tento traçar o meu próprio vôo e saltar
Buscando no limite do inconsciente planar
E quem sabe em outra dimensão me encontrar
JD:/ 19 = 03/2010
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