
O tempo passa e sem nos avisar
Vai fechando as portas do presente
E numa ventania insana
Faz-nos chorar de angustia
E sem muitas opções
Em noites de amargor
A conversar com o luar
O tempo passa suave como o vento
E com a ilusão de frescor
Deixando-nos estagnados
Diante de um lago de antigas recordações
Com a falsa ilusão
Que novas portas não se abrirão
E a cada dia que passa
Agarramos-nos a velhas manias
Antigas recordações
A tal ponto que passamos a esquecer
Que da vida não somos o único habitante
Que solidão ocupa apenas o espaço da imaginação
E que a cada amanhecer novas portas se abrirão
JD./ 023 = 03/2010
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