quinta-feira, 5 de agosto de 2010
FRAGMENTOS - JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA

No silencio da noite me agasalho em poesia
Quando Deus se faz presente no meu coração
Ilhados meus devaneios misturam-se na areia
E se estilhaçam em fragmentos de solidão
Pensamentos corrompidos varrem minha alma pagã
Fagulhas de tormentos passam a tombar
E num anseio de verdade e entrega
Meus venenos mortais agônicos seguem a se deflagrar
Minha sordidez Tropeça
Uma sede de amor avança
E da fé sou força
No requebro do vento sou vendaval
Vaso quebrado, quebrantado, temporal
Reconstruída, puro lírio angelical
JD 034
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
TRÉGUA - JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA

Estou prisioneira em meu próprio corpo
Alma nômade, coração que sangra
Olhos ávidos para descortinar novas paisagens
Mão esquerda recusando a aprender a escrever
Pensamentos desencontrados, vendaval
Dores insuportáveis, castigo cruel
Corpo cansado, pedindo pra deitar
Pernas que se recusam a caminhar
Mas nos momentos de trégua quando a dor cochila
Fecho os olhos e flutuo no azul do mar
Roubo das flores a suavidade do perfume
ouço inebriada, um beija-flor a trissar
E na solidão dos meus pensamentos
As margens da dor e da esperança
rendo-me aos planos do grande arquiteto
que edifica minh’alma com sabedoria e resignação
“Feliz a nação cujo Deus é o Senhor”
E Ele habita o meu coração.
Portanto “ o choro pode durar uma noite,
Mas a alegria vem com o amanhecer”
JD 033 /
Assinar:
Postagens (Atom)