sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O CRIADOR E A SUA CRIAÇÃO
O Criador nos cobre de afago
Quando descortina da noite o véu
E ao amanhecer reflete no lago
Toda grandeza do céu
É belo fitar o horizonte
E ver o céu caminhar com a terra juntinho
É a mais divina ponte
Que leva o homem a amar e dar carinho
Pois quando chegamos a este mundo
Trazemos no coração a pureza do lago
Mas se contaminado
A todos fazemos grande estrago
Portanto é preciso atenção
Pra o que guardamos na alma
Pois a inveja e a ambição
Destrói o amor, a fé e a calma.
Por isto é que no fim da tarde
Sempre é mais fácil meditar
Pois é quando o céu invade
A pureza do lago para nele descansar.
JD 34 SPBrasil 31-01-2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

AO DESPERTAR
Segue a noite e da minha janela
Contemplo os primeiros raios de luz
Rompe a manhã com as cores da aquarela
Jesus,seu brilho me seduz
Agradeço pela noite que se foi
Oro pelo dia que desponta
Creio que Jesus todo mal destrói
E o caminho da paz a todos aponta
Ofereço a ele meu novo dia
Meus sonhos meu despertar
Angústias,dores e alegria
E a estrada que vou caminhar.
JD 12 - SP Brasil 24/06/2016


INSONIA
Quando a noite chega calma e fria
E ao meu lado descansa a solidão
Presa na mais cruel agonia
A tristeza de mim se aconchega com mansidão
Logo a cidade adormece
Deixando livre a lua na amplidão
Enquanto desencontradas no céu as estrelas padecem
E derramam seu brilho na escuridão.
Busco em meu leito o sono merecido
Mas minha alma imersa na mais negra solidão
Prende-se a torturante lassidão
E imersa no sinistro inferno do desamor
A noite segue vencendo o sono
E sutil o corpo entrega-se ao abandono.
JD 33 / SPBrasil 30-01-2017
FOI ASSIM...
Abri a porta
Te agasalhei
Tua alma deserta
Acolhi e amei
No crepúsculo gelado
Você soturno
Dilacerado
Fui luz e augúrio
Chegaste em pranto
Te consolei
Pra ti fui encanto
Mas quando despertei
Eu amor quintessência
Você desejo
Meus sonhos essência
Nosso amor lampejo
JD 32 SPBrasil 29-01-2017


DESABAFO
Quero que me entendas sou livre como o vento
Perambulo em qualquer estação
As vezes caminho sem alento
Sem rumo e sem direção
Quando escrevo, varro da alma
Toda magoa e todo amor que já não posso conter
Escolho palavras simples e com calma
Libero lágrimas de dor que meus olhos não conseguem suster
Escrevo poemas leves que se misturam a chuva
Outros tristes para causar lúgubre arrepio
Para outros o sabor e do vinho feito dá mais pura uva
Enquanto em meu canto a solidão é o meu maior desafio
Escrevendo sou lamento e verdade
Liberto minha alma e ela voa longe
Vaga na noite tormentosa para fugir dá claridade
E acaba prisioneira numa cela escura tal um monge
JD 31 - SP Brasil 29-01-2017
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