quinta-feira, 27 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
TRANSIÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA
O inverno aos poucos
vai partindo
O colorido no jardim começa a surgir
Vento forte foge atordoado
De alegria as
cigarras voltam a retinir
Estradas desertas cobrem-se de flores
Capim verdinho transforma-se em pasto
Sol caloroso as
manhãs aquece
Pássaros arreliados retomam seu canto
O sol que caminha ao amanhecer
Rumo a paz do entardecer
Para de noite seus mistérios tecer
É a natureza seguindo seu curso
São as águas transparentes em eterno refluxo
Convite ao amor doce influxo
domingo, 26 de agosto de 2012
SOLIDÃO - JOANA D'ARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA
Solidão é grito sufocado na calma da noite
Suspiro profundo, ausência de paz.
Vento que corta de açoite
Constatação do amor que ora jaz.
É a tenra flor que da terra desabrocha
No fim do entardecer procurando as trevas
Rasgando violenta a profunda rocha
Exalando o perfume das mais finas ervas.
É brisa que se embala no quebrar das ondas
Circulo que se faz circunstancia
Partículas de tristeza derramando em abundancia
É a morte dos sonhos que velada
Conduz-nos as vias da constatação
E nos cobra da tristeza uma ação.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
DESPEDIDA DE OUTONO- JOANA D'ARC M. A. MATA
A manhã desperta radiante
Os pássaros voam aos
bandos
Flores nascem a cada instante
E as borboletas desfilam nos campos
Mais um agosto que se despede
É o universo cumprindo seu papel
É o Criador nos dando a oportunidade
De exercitar o amor de forma transparente e fiel
“PRIMAVERA” de Deus mais uma obra prima
Ação do Criador na natureza de forma sucinta
Harmonia entre o perfume e as cores que aproxima
O homem o Divino e o amor na força que liberta segunda-feira, 2 de julho de 2012
MANHÃ DE INVERNO - JOANA D'ARC M. A. MATA
Manhã de
inverno
Sol intenso
vento em
desatino
Corre manso
Mar
preguiçoso
Circunspecto,
calado
Quebra-se
aventuroso
Nas pedras,
espumado.
Nem vê a mulher
Suas mágoas a
tecer
Para a
tristeza afugentar
Mágoas que em espuma se desfaz
Tal como a
tristeza que translucida
Leva a
mulher em suas águas e minaz
Mistura-se
ao amanhecer ultima guarida
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