terça-feira, 27 de julho de 2010

São João do Sabugi - Joana darc M. A. Mata


São João do Sabugi



Foi assim que começou minha viagem
em cada trecho uma construção de imagem
Explorando caminhos buscando a miragem
Olhos no presente, mas com o passado à margem

Rasguei o peito em busca da criança
Pai lavrador, mãe esperança
Barracas montadas, muita festança;
Tempos modernos. Quanta bonança!

Meu coração quase parou de alegria
Quando vi o sol que vagaroso partia
Num céu em perfeita harmonia
Tão azul que no ar sugeria poesia

E aquela minúscula cidade tornou-se gigante
Respirei com dificuldade, arquejante...
Sentia-me pequena, instante,
Inerte, esvaziada, distante.

Li em cada rosto uma promessa
Garra para vencer sem tanta pressa
E eu viajante do tempo, intrusa.
Olhando as raízes, me vi poderosa.

Resgatei do tempo minha história
Sem louros, mas com muitas vitórias,
Coragem, aventuras e ousadia,
Pinceladas de lágrimas de tristezas e alegrias


O céu escurecia e espalhava a calmaria
Enquanto o orvalho nas flores se dividia
Minha alma inebriada com tanta sincronia
Explodiu em meu peito fragmentos de harmonia


Pouco verde, muita rocha, fortaleza
Mãos calejadas,rostos sofridos,proeza
Pouca chuva, sol que queima, dureza
Sertanejos de coragem e nobreza


São João do Príncipe, terra majestosa
Fundada a sete léguas do rio Sabugi
Guardiã de uma vegetação de rara beleza
Berço inicial dos índios cariris

Quanta ternura em terra de tanta dureza
Até a raiva se fez doce e seu sabor é uma beleza
Bordadeiras com mãos de princesa
Seus trabalhos são dignos de ser usados pela realeza

Casas muito brancas quase rentes ao chão
Como se exaltassem do seu povo a tradição
Noites mornas, céu estrelado em toda sua extensão
Fala mansa, muita calma e exatidão

A cidade guardada nos meus sonhos se edificou
A emoção em meu coração se espalhou
O sol impiedoso meus fantasmas rasgou
Serra do Molungu majestosa se fez manhã e brilhou

Hora de homenagem a São João da pracinha sai a procissão
Povo de muita fé e devoção
Confiança em São João muito amor no coração
Cânticos espalhados em forma de oração

Seguindo meu caminho deixei para trás aquele paraíso
Pequeno na geografia mas para quem o conhece, extenso
Tesouro por poucos conhecido no universo
Habitado por um povo de um coração imenso

JD / 032

quarta-feira, 16 de junho de 2010

GOOOL - POESIA VIDEO DE JOANA D'ARC M.A.MATA



Gool

A tarde é fria e o sol se esconde
A bola rola e é só aflição
O gol que tarde que crueldade
Olho na tela agüenta coração

Bola pra frente, todos a gritar
- vamos meninos este gol marcar!
Nas mãos as bandeiras sempre a agitar
Na espera da primeira vitoria comemorar

Na rua o transito uma loucura
Carros enfileirados quanta demora
Ônibus lotados nem se respira
A festa e nossa e é beleza pura

A bola pura e trave balança
A dificuldade faz a diferença
A moçada mostra perseverança
Pra frente Brasil de verde esperança

JD 031 /

sábado, 22 de maio de 2010

OPINIÃO - JOANA DARC M. A. MATA


Quem eu sou? Acho que não consigo descrever...
Mas quem sabe meus versos possam decifrar
Se sou esperança a cada amanhecer
Ou amargura quando a noite acaba de chegar.

Se sou mel em pingos de chuva
Aguardente das que fazem amargar
Estrada sinuosa com perigosa curva
Oásis perdido quase impossível de encontrar

Sou da criação perfeita imperfeição
Ingênua, incrédula e às vezes hipócrita
Ora rebelde às vezes acomodação
Senha secreta em porta sempre aberta

Sou tsunami, calmaria, brisa do entardecer
Sorriso de criança, olhos felinos, sabor de maçã
Feita do pecado com sede de querer
Sombra que refresca em febre terçã

Ousada sem convicção sempre tolhida
Navegando em sonhos impossíveis tentando se reerguer
Se de tudo isto sou um pouco, no fundo não sou nada
Uma vez que as circunstancias as vezes não nos deixa ser

JD:/ 030 = 05/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

POR QUE ? - JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA




Quando falas que me esquecestes completamente
E que o nosso amor não mais existe
Por que mostras em teus olhos que a melancolia persiste,
E em teu rosto um sorriso triste?

Por que para todos te mostras tão indiferente,
Se quando me abraças sinto esta chama ardente?
Por que não tentas lutar mesmo que por um instante
E junto a mim se libertar desta dor pungente?

Por que preferes tornar nosso caso tão complicado
Deixando -se levar por este ciúme exagerado
E optando assim por um relacionamento atormentado?

Pensa, nosso amor é infinito o que te falta é tomar uma atitude
Extrapolar preconceitos e romper com esta quietude
Para chegarmos ao prazer e a plenitude.

JD/: 029 = 05/2010
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