Havia uma Floricultura na Rua do Orvalho
Que era de propriedade da dona Margarida
Mãe de um moço chamado Zé do Cravo
Rapaz muito bonito e bem educado.
Mas a vida é uma caixinha de surpresa
E certo dia Cravo, a Rosa conheceu
Moça vaidosa mas sem nenhuma esperteza
E logo o namoro aconteceu
Rosa era ciumenta e muito encrenqueira
Não entendia a amizade de Cravo com Flor de Liz
Portanto não tardou, Rosa fazer uma besteira
Coisa que para ela era cortar o mal pela raiz.
No quintal ela pegou um galho de urtiga
E se escondeu enbaixo de uma escada
Esperou o Cravo junto com a amiga
Pois os dois iriam passar em frete a sua sacada
Não demorou, os dois apareceram sorridentes
E a confusão no jardim começou
Rosa de tanta raiva até cerrava os dentes
E com o galho na mão, a Liz ameaçou
Mas o Cravo que não era de briga
A situação começou a esclarecer
Rosa enciumada, batia na Liz com a urtiga
Que cheia de dor, não tinha força nem pra correr
Cravo todo atrapalhado caiu e se machucou
O tombo foi tamanho que ele ficou todo ferido
E a Rosa atordoada logo notou
O grande erro que havia cometido
Ficou muito envergonhada e vivia a chorar
E o Cravo sem comer logo começou a desmaiar
Flor de Liz muito crédula, não parava de orar
Pedindo a Deus uma forma do amigo ajudar
Certo dia,Liz conversando com Narciso
Amigo dos três e moço de muito juízo
Sugeriu um jeito dos dois se reaproximar
E o namoro agora sem ciúme, reatar
E logo uma grande festa os dois organizou
E um amigo muito especial, convidou
Chamava-se Lírio e era um grande compositor
E como era de esperar uma canção de amor logo criou
O vento muito alcoviteiro a musica espalhou
E por ser bonita, a garotada ouviu e decorou
Contada e cantada esta história que não é nada engraçada
Nunca mais saiu da boca da criançada
domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
MISTÉRIOS DO MAR - Joana darc Medeiros de Azevedo da Mata

Certa noite do céu, uma estrela se desprendeu
Trazida pelas ondas na praia uma criança apareceu
Era frágil e delicada mas assim mesmo sobreviveu
E cansada de lutar nas águas, na areia adormeceu.
Quando o sol despertou, logo a notícia correu
Os pescadores intrigados a criança socorreu
Guardando um grande mistério na praia ela cresceu
E seu passado de todos, ela sempre escondeu.
Lampejando chamas pungentes acendeu
Labutando por caminhos transversais correu
Sua voz límpida e harmoniosa a todos surpreendeu
E nas noites de lua na praia seu canto se estendeu
Jovem e impetuoso, seu brilho agredia
Incompreendida a muitos feria
Indomável e exuberante ela sofria
E com o tempo, só nas noites de lua ela aparecia
E por amar a noite da lua ela se enamorou
Que indiferente seu amor não aceitou
Contam os pescadores que de tristeza, ao mar ela se jogou
Mas antes de partir dela seu canto o vento roubou
No oceano outra estrela encontrou
E com certeza outro sonho de estrela sonhou
Em estrela do mar se transformou
E de tanto amar, as estrelas no mar multiplicou
quinta-feira, 28 de maio de 2009
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