sexta-feira, 5 de março de 2010

HACHURA - JOANA D'ARC M. A. MATA







Minha tristeza é desmedida
Meus versos são puro pranto
Entre o prazer e a amargura sou dividida
Por vezes amante ardente outra desencanto

A cada dia meu coração
Despedaça-se em amargura
Padeço imersa na desilusão
Vivo na incerteza, mas sou procura

E aos meus versos feitos de renuncia
Pincelo a esperança e a angustia
Com matizes de audácia e relutância

E com a alma ardente tento encontrar
A força exata para estancar
Esta angustia que punciona meu peito até sangrar


JD// 011 = 03/2010.

quinta-feira, 4 de março de 2010

FESTA VIRTUAL- JOANA D'ARC M.A.MATA






Quanta festa, quanta alegria,
Abraços em demasia,
Poesia no ar que contagia
A Gloria num brinde sofisticado, que ousadia!!!

Aos muitos chegam os convidados
Com flores de todas as cores
Todos, muito animados
E a aniversariante bailando entre as flores

Pensei que estava atrasada
O calendário já marca outro dia
Mas a homenageada e avessa a nostalgia

E embora tendo raiado outro dia
Estou aqui e quero festejar
E com poesia este momento eternizar.

JD// 10 = 03/2010.

Porque você é eterna, é doçura, é poesia,é futuro e é a GLÓRIA.
E que Deus nos conceda muitos anos de vida para juntas orkutando, blogando, poetando e corintiando, comemorarmos novos aniversários.Beijos

terça-feira, 2 de março de 2010

BRINCANDO DE CONTAR HISTORIA - JOANA D'ARC M.A.MATA


BRINCANDO DE CONTAR HISTÓRIA – Reescrita de “MULHERES DE
CORAGEM” (ROCHA, RUTH), FDT




A história que eu vou narrar se passou na Alemanha
Na época que os poderosos reis invadiam os castelos
As crianças afastadas causavam uma tristeza tamanha
E as mulheres ficavam com os maridos para encorajá-los nos duelos

O Imperador Conrado III junto com sua tropa
Invadiu o castelo do Rei Wolfo VI
Foi uma guerra terrível e durou um bom tempo
E causou sofrimento, muita dor e pouco alimento

Dois anos passou e a guerra não terminou
Com isto as conseqüências não tardaram à aparecer
Com muitos ferimentos a saúde dos soldados piorou
E as mulheres angustiadas pensavam o que poderiam fazer

No castelo a derrota já era fato um consumado
E a conseqüência seria a humilhação até a morte
Mas o imperador com a coragem das mulheres impressionado
Resolveu lhes dar uma chance e mudar-lhes a sua sorte

Antes da invasão as mulheres seriam libertadas
E poderiam carregar comsigo o que tivesse de mais precioso
Teria também a sua palavra que não seriam molestadas
E os soldados seriam educados e respeitosos

Astuciosas as mulheres logo se puseram a pensar
Num plano sem risco para os companheiros libertar
E logo não tardaram a encontrar
A forma perfeita para deles não se separar

Quando o dia amanheceu
Uma bandeira branca apareceu
Uma mulher para falar com o imperador, se ofereceu
E ele apreensivo e curioso a recebeu

Pediu para que ele confirmasse o que havia prometido
E ele aborrecido falou com precisão
- O que eu ordeno aos meus súditos é sempre cumprido.
E ela se retirou agradecendo a sua compreensão

Não tardou muito a chegar a hora da partida
E as mulheres entusiasmadas logo apareceram
Orgulhosas e altivas em sua caminhada
E seus inimigos atônitos silenciaram

Arrastavam em seus braços os companheiros
Alguns tão doentes que mal podiam caminhar
Com olhares amedrontados e passos inseguros
E elas com passos firmes sem se deixar intimidar


Diante de tal cena nem precisa descrever
A perplexidade do imperador Conrado
O que as mulheres foram capazes de fazer
Deixou-lhes inteiramente pasmado

Os guardas intrigados se olhavam
E sem duvida nada podiam fazer
Pois elas com habilidade afirmavam
- Meu marido é minha jóia preciosa e meu bem querer

Conrado III bem depressa tratou de se safar
Da situação constrangedora que acabava se entrar
E pra evitar maior confusão
Tratou de usar a imaginação

Mas as mulheres voltaram a entrar em ação
Ao imperador, entregaram uma proposta
Sugeria a Paz como única solução
E sem muita alternativa ele disse sim como resposta

E foi assim que a paz voltou a reinar
Ali mesmo em frente ao castelo
E alegres todos passaram a se abraçar
Comemorando o fim da guerra, que só trazia flagelo.

JD// 09=03/2010

NOSTALGIA - JOANA D'ARC M.A.MATA



Domingo molhado
Dor que tortura
Chuva caindo
Tarde que chora.

Rosas caídas
No ar... despedida
Ilusões perdidas
Na mente a partida

A tristeza impaciente
Junto a chuva displicente
Goteja insistente

Momentos de incertezas
No chão as rosas
Testemunhas silenciosas.


JD// 08= 02/2010

BOCA MALDITA - JOANA D'ARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA



......................Ta Boca maldi........................
...............Dita Boca mal Boca mal dita.................
............Mal Boca mal e maldita e mal dita..............
.........Boca mal e maldita e mal dita dita dita..........
...............Boca mal e maldita e mal dita...............
...................Mal Mal dita boca....................
......................Maldita boca........................



Sinto fome
Fome que impressiona
Pela sua vontade de devorar
Enlouquecedora fome
Fome tal
incontrolável
dominante
Fome incomensurável
Compulsiva,
Infinita
Maldita
Dita que é
Incontrolável
Tal fome de viver
Sedenta com a fome do saber
desenfreada como a fome do poder
O poder de ter
Ter para poder saber
Saber para poder amar
Amar sem medo de transpor a linha do poder
Que devorar com força e fome o querer
De dentes afiados e desconexos
Esmagando do amor o querer
Maldita fome
De querer

JD//. 07-02/2010
Related Posts with Thumbnails