quarta-feira, 25 de abril de 2012




A FORÇA DA CHUVA

Joana d’Arc  M. A. Mata


Olho da minha janela a chuva que  insistente cai
Suave, dengosa com gosto de quero deitar
No céu, as nuvens preguiçosas que não sai
Displicentes querendo só se molhar

Meu pensamento divaga e começa a cristalizar
As noticias trágicas vindas dos jornais, da televisão...
Carros destruídos, bairros alagados,fatos difíceis de se ignorar
Famílias  humildes e desabrigadas suplicando dos poderosos uma ação


E aquela chuva ora romantica ao solo se mistura
Torna-se assustadora, cruel e melancólica  
Afugentando o sol, a esperança e numa real tortura
Fere, mata e aos que ficam a alma açoita e  espanca



E com o peito apertado elevo  a Deus  uma oração
Pedindo  para abrandar a chuva, já tempestade  que violenta cai
E dar abrigo aqueles que sem opção
Com os pés na lama se arrastando  pela vida que se vai

  






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