segunda-feira, 2 de julho de 2012

MANHÃ DE INVERNO - JOANA D'ARC M. A. MATA







Manhã de inverno
Sol intenso
vento em desatino
Corre manso

Mar preguiçoso
Circunspecto, calado
Quebra-se aventuroso
Nas pedras, espumado.

Nem vê a mulher
Dispersa a caminhar
Suas mágoas a tecer
Para a tristeza afugentar

Mágoas que em espuma se desfaz
Tal como a tristeza que translucida
Leva a mulher em suas águas e minaz
Mistura-se ao amanhecer ultima guarida

domingo, 1 de julho de 2012

ESPERANÇA - JOANA D'ARC M. A. MATA




A ESPERANÇA É FRUTO VERDE QUE ALIMENTA NOSSO CAMINHAR
ENERGIA QUE NOS ENSINA A SONHAR
CERTEZA QUE VAMOS CHEGAR
E PORTO SEGURO QUE TEMOS PARA DESCANÇAR

SE VAMOS CHEGAR NÃO SABEMOS
MAS O CERTO É QUE TENTAMOS
E JAMAIS VAI ADIANTAR VIVER SE NÃO TEMOS
ESPERANÇA PARA CONQUISTAR O QUE QUEREMOS


sábado, 30 de junho de 2012

A LENDA DA MANDIOCA - JOANA D'ARC M. A. MATA




        Tuxaua era uma índia de rara formosura
TINHA OS Cabelos negros como a noite
olhos misteriosos e brilhantes
E Um sorriso que irradiava doçura

Filha única de um cacique impassível
Ele falava que nunca a deixaria casar
MAS UM dia de forma inexplicável
Um bebe tuxaua ficou a esperar

        O cacique ficou indignado
Decidiu A DOCE TUXAUA matar
MAS TAMBEM ESTAVA RESOLVIDO
COM VIDA DO PAI DA CRIANÇA ACABAR

A ÍNDIA Desesperada aos deuses implorou
Que lhe ajudasse a explicar a situação
O cacique adormeceu e EM SONHO SUMÉ LHE FALOU
QUE ELA ERA INOCENTE E NÃO MERECIA PUNIÇÃO

FALOU TAMBEM QUE A CRIANÇA QUE ELA ESPERAVA
MERECIA RESPEITO E ATENÇÃO
ERA DOS DEUSES UMA  DÁDIVA
E TRARIA PARA A TRIBO A SALVAÇÃO

        DEPOIS DE NOVE MESES A CRIANÇA NASCEU
TINHA OS OLHOS DA COR DA MATA E CABELOS COR DE RUBI.
MANI FOI O NOME QUE SUA MAE ESCOLHEU
E PARA ESPANTO DA TRIBO ERA BRANCA COMO JACI

JÁ NASCEU SABENDO ANDAR E FALAR
ERA TAO DELICADA COMO UM UAINUMBY
A TODOS LOGO PASSOU A CATIVAR
NINGUEM IMAGINAVA QUE EM TÃO POUCO TEMPO FOSSE PARTIR

COM UM ANO MANI ADORMECEU E NÃO MAIS DESPERTOU
TODA TRIBO FICOU EMUDECIDA
RESOLVERAM ENTERRA-LA NA OCA ONDE SEMPRE MOROU
E TAXAUA DIARIAMENTE CHORAVA NA SEPULTURA, ENTRISTECIDA..

TUXAUA AINDA ESTAVA AMAMENTANDO SUA CUNHATAÍ
E QUANDO SE DEBRUÇAVA
SUAVE COM UM COLIBRI
DOS SEIO GOSTAS DE LEITE NA SEPULTURA DERRAMAVA

AS INDIAS FICAVAM ADMIRADAS
E ACHAVAM QUE O LEITE SERVIA PARA A CRIANÇA ALIMENTAR
E ENTRELAGRIMAS SOFRIDAS,
IMPLORAVAM AOS DEUSES PARA ELA VOLTAR


ALGUM TEMPO DEPOIS SURGIU NA TERRA UMA RACHADURA
verde como os olhos da Menina, um ARBUSTO BROTOU
tuxaua, Achando que a filha com vida ali estaria
Cava a terra, mas só raiz grossa e marrom arrancou.

DESCASCOU AS RAIZES E DESCOBRIU
QUE POR DENTRO ERAM TÃO BRANCAS COMO MANI
EXALAVA UM AROMA AGRADAVEL E O CACIQUE LOGO COMPREENDEU
QUE ERA UM PRESENTE DE tupã PARA MATAR A FOME DO POVO TUPI

EM SEGUIDA ARRANCARAM OS GALHOS E EM CRUZ
COMEÇARAM A ENTERRAR EM VOLTA DA ALDEIA
LOGO NOVAS PLANTAS BROTARAM E DERAM RAIZ
E tribo passou a viver um tempo de fartura em ABUNDANCIA

Do plantio as índias ficaram encarregadas
Varias iguarias passaram a criar


cozinhavam a parte branca da planta
e a fome de todos passaram a saciar  

NA EPOCA DA COLHETA E DO PLANTIO
REALIZAVAM FESTAS COM MUSICA E DANÇA
MUITOS JOGOS, DESAFIO.
e suco de caxixi, para alegrar a festança


        das folhas inventaram a  muriçoba
e não pararam por ai
inventaram também a farinha e a tapioca
e DECIDIRAM FAZER uma homenagem a mani

por ter nascido na oca
RESOLVERAM QUE A PLANTA IA SE chamar
pelo nome de mandioca
e assim da pequena índia iriam sempre lembra

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DEFINIÇÃO - JOANA D'ARC M. A. MATA















Só a poesia é capaz
De levantar com destreza o véu
E descobrir a linha que jaz
Entre o oceano e o céu

de transformar força em suavidade
Desmesurada paixão em verdadeiro amor
Fazer brotar sementes na imensidão da quietude
E lancetar corpos para florescer o inteiro

Deambular sobre o vazio da solidão
Tornar viável o encontro do frio da alma com o calor
 E propiciar uma viagem ao universo sem cor

Dar a palavra um sentido ambíguo
Despir o negro do anoitecer
E lutar com o impossível sem esmorecer





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