terça-feira, 4 de outubro de 2016

NOITES DE INVERNO
Despe -se de cores a noite que começa
O frio toma conta da madrugada
Recordações tristes tornam-se ameaça 
De lembranças e mágoas no peito guardada
Cansa-me pensar no tempo que caminha
Nos sonhos que aos poucos adormeceu
Nas noites mal dormidas, sozinha
Lamentando a felicidade que não aconteceu.
E a vida segue lenta qual noite de inverno
Como um sonho impossível que adormece
Como a saudade de um amor que não acontece
E numa tortura implacável
O amor é vencido pela solidão
Na noite fria de inverno sem compaixão.
JD 11 /SP 22-06-2016
JUNÇÃO
Uni verso
Avesso
No universo
Escasso
Ajude a poesia
Que tocada á nostalgia
Tenta salvar a alegria
Que de tristeza ardia
Na chama crucial
Acesa no mistério essencial
Destruindo no ato final
O amor em estágio terminal
E sem magoa ou ironia
Separa a razão da utopia
A felicidade da nostalgia
A alegria da melancolia
Para que o amor ora carente
Refaça veemente
No coração pungente
De forma avassaladora e ardente.
JD 011 - SP 27/04/2016
IMPLACÁVEL
Como o tempo é cruel
Quantas armadilhas nos prega
Permite-nos enxergar no âmago do mel gotas de fel,
Faz-nos despertar de paixões que por anos a gente carrega.
Separa-nos das pessoas que amamos.
Implacável nos faz envelhecer.
Desvenda verdades que por medo ocultamos
Nos força amadurecer para melhor nos conhecer.
Enfim, quase tudo ele pode.
No percurso do nosso cotidiano
Faz-nos chorar quando a saudade explode
E por vezes nos faz sentir vil e leviano
Mas na batalha da vida com a morte
Há um mediador que nos traz a razão
Não por magia ou sorte
Mas pela força do amor na vida única opção.
O inimigo implacável do tempo é Jesus
Caminhando ao seu lado vencemos o preconceito e a amargura
Fugimos das trevas e seguimos na luz
Sem temores pois seu imenso amor nos protege e segura.
SP 23-02-2016 JD 010
EM LÁGRIMAS
Em passos lentos de solidão
Hoje tomei coragem
Chorei com mansidão
Lágrimas sofridas, voragem.
Eram lágrimas doidas,
Amargas, silenciosas
Que chegam lentas, e na calma,
Molham apenas a alma
Mas que chocam com a violência
De uma forte tempestade
Inunda, devassa e sem clemencia
Deixa no peito a saudade
Da doçura da infância
Do rosa da adolescência
Que aos poucos se veste de outras cores
E deixa na lembrança amargos sabores
Chorei por coisas que fiz
Por outras que deixei de fazer
Pelas minhas magoas e cicatriz
Pelas perdas e pelas vezes que tive que me refazer
Chorei muito e principalmente por mim
Mas entre soluços entendi
Que a vida e um despertar sem fim,
Mas é possível renovar quando no silencio a voz de Deus ouvir
Pois a cada despertar novos sonhos trazemos
Antecedendo novas conquistas
E pela fé nos refazemos
E com determinação surge a reconquista.
SP 22-02-2-16 JD 09

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

SEQUELAS DO CARNAVAL Joana D'Arc Medeiros de Azevedo

SEQUELAS DO CARNAVAL

Agoniza o carnaval:
Os sonhos tornam-se escassos
Esperança morre a cada passo
A alegria da galera agoniza e soa falso
E a beleza da passarela começa a perder espaço

Torna-se cinza a quarta-feira
E na mesa de muitos o alimento falta
No coração de poucos a solidariedade se exalta
Nas ruas e avenidas a violência assusta
E o consumo das drogas aumenta e mata

No comercio hora de pensar na pascoa
Ovos coloridos com as cores da ilusão
Poucos entendendo que pascoa é ressurreição
Muito discurso e pouca união
Consumo exagerado por falta de opção.

SP 09-02-16 JD 08
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