quinta-feira, 5 de novembro de 2009

INSENSATEZ- JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA

A manhã mal começa a despertar
Sol com preguiça acaba de levantar
Passarinhos cantam alto sem parar
E o verão se prepara pra chegar

Céu azul diz que é tempo para amar
Paixão forte é preciso aproveitar
Vem correndo nas asas da imaginação
Tempo é vida e vida sem amor é perdição

Deixe o calor consumir esta paixão
Sem medo, remorso ou compaixão
Juntos, vamos viajar, não importa o lugar
Quem sabe numa ilha em alto mar

Mas se não quiseres pode ser a céu aberto
Ou quem sabe num Oásis no deserto
O importante é ficarmos assim bem perto
E aproveitarmos passo a passo este momento

E se acaso esvaziar este amor insensato
Não lamentes, pois em nosso peito decerto
Vivera pra sempre a lembrança de um amor imenso
Medida exata de fogo, loucura e contentamento

terça-feira, 3 de novembro de 2009

HAGAR - JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA






Não sou feminista, mas estou sempre a argumentar;
Que de Deus a mulher é a mais bela criação
Não pela beleza que para muitos é prazeroso apreciar
Mas pela inenarrável essência usada na sua formação

Toda mulher tem o domínio da sedução
Nasce com o poder de seus filhos alimentar
E por ser menos razão e mais coração
Passa ao homem a sensação que é fácil de se dominar

Hagar nasceu escrava mas de Deus recebeu
Alguns atributos e soube bem aproveitar
Conheceu tempos de solidão mas nunca se abateu
E da graça de Deus com sabedoria soube se apropriar

Mulher notável, mas muito pouco notada:
Foi extremamente sabia, obediente e resignada
Por mais de uma vez por Abraão foi abandonada
Mas nunca se mostrou revoltada ou amargurada

Mesmo diante das maiores provações
Sem medo, revolta ou lamentações
Curvou-se à vontade do Criador
E submissa retornou a tenda do seu senhor

Levava no ventre seu único tesouro
E em seu peito a promessa de Deus Eterno
Pela sua Fé não temia o futuro
Pois quem ama a Deus desconhece o abandono

Ignorando o sofrimento e as possíveis humilhações
Que provavelmente iria enfrentar
Imaginou que ao seu filho daria condições
De com segurança, pela vida caminhar.

Mas nem sempre Deus nos permite sua vontade conhecer
Ou às vezes não esta ao alcance da nossa compreensão
Novamente o infortúnio na vida de Hagar veio acontecer
E mais uma vez a amargura tomou conta do seu coração

Livre de uma vida de marginalidade conjugal
Novamente se viu num dilema crucial
Uma simples mulher liberta das correntes da escravidão
Mas literalmente entregue a solidão

Nada é tão desumano quanto o abandono
Nem tão cruel quanto o desprezo
Tão covarde quanto à descrença
E tão triste quanto a solidão e a indiferença

Cansada de ver a vida tudo lhe negar
Desesperada vendo seu filho chorar
Sem nem mesmo água ter para lhe oferecer
O mais cruel dos dilemas veio a conhecer

Foi quando o anjo do Senhor apareceu
E o que era deserto em Oasis reverteu
Caiu a venda que a impedia de enxergar
E água límpida ao seu filho pode ofertar

Deus esta sempre a nos oferecer água límpida
Esteja você perdida ou marginalizada
Não importa seus erros ou o tamanho da sua solidão
Na vida só o amor de Deus é libertação

A luta desta mulher simples, mas de atitude
Deixou como herança para a humanidade
Que mesmo vítima da solidão, que dos males é o mais cruel
Quando caminhamos com fé é possível enxergar o quanto Deus é fiel

JÁ ESTAMOS EM NOVEMBRO - JOANA DARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA




Calendário apressado novembro começa a marcar
No céu logo cedo o sol fica a brilhar
O dia preguiçoso demora pra passar
E as flores dos canteiros começam a se retirar

Chuvas de verão não tardam a chegar
Sapos nos jardins contentes a coaxar
Pardais logo cedo não cansam de chilrear
E na noite os pernilongos famintos a zunzunar

Madrugada, mormaço, folhas a farfalhar
Nas praias as águas começam a esquentar
E os jovens descontraídos nas ondas a surfar

Crianças ansiosas para o ano terminar
Pensando nas férias que logo vai chegar
E nos presentes que do Papai Noel vão ganhar

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

POEMA DO AMANHECER - JOANA D'ARC MEDEIROS DE AZEVEDO DA MATA

Livre interpretação do poema de Joana D'Arc Medeiros de Azevedo da Mata.
Edição de Nadia Stabile
Imagens :Google
novembro de 2009
Blog da Poeta :
http://joanadarcpoeta.blogs...
Categoria: Pessoas e blogs
Palavras-chave:
JOANA D'ARC DA MATA NADIA STABILE MÚSICA POESIA .AMANHECER ORAÇÃO PRAIA GAIVOTAS FLORES

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

OBSERVANDO AS BORBOLETAS- joana darc medeiros de azevedo da mata

















Nos pomares e jardim as borboletas
Brincalhonas pulam nas flores
Suaves e espertas
Roubam delas as suas cores
E nas flores da maçã
As borboletas brancas
Oscilando na manhã
Resvalam pelos galhos
Ofuscantes e majestosas
As borboletas amarelas
Osculam as rosas
E brincam com as flores de canela
Enquanto as negras
Bailando exuberantes
Abrem caminhos
Solitárias pela noites
A cada primavera
Procuro uma borboleta azul
Estou sempre a espera
Para guardar em meu baú
Pois são raras em sua cor
Leves como um sonho
Misteriosas como o amor
E inatingíveis como um grade amor,suponho.
Joana M.A.Mata / SP Brasil 31-03-2017






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