O frio chega abafando o calor sufocante
O vento inquieto murmura de canto a canto
No céu que se veste de um cinza cintilante
Que abril chegou empalhando seu encanto
A tarde melancólica se deita sonolenta
No horizonte de rubro entardecer
noite não tarda, misteriosa e lenta
E a solidão me faz adormecer
Na suavidade de um sonho, sou pássaro sem asas
E a um mundo novo começo a transcender
Livre da dor cruel que insiste em me abater
Mas ao amanhecer esqueço a solidão e passo a entender
Que em cada abril que chega nos é dado à oportunidade
De recomeçar a vida num eterno aprender
São Paulo, 03-04-2009
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